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- - -[Eu] Em poesia


Tens os olhos mais vivos que eu já vi,
superfície mestiça, traçada a lápis. Ou giz.
Sorriso fácil, que mostra-lhe os caninos.
Menina-mulher.
E sua face de boneca, transcende definições claras,
ultrapassa a linha do definível, tornando-se mistério,
pouco ou nada decifrável.
Ela caminha como quem pisa em flores,
mas as destrói em pedaços.
Perde-se o seu olhar, perde-se o desejo.
Mãos, as garras pintadas de vermelho
A vida, em eterna caça.
Repousa seu olhar sobre os que não temem,
e os faz, querer-te. E os faz dizer-te,
todas as palavras que não seriam ditas,
os sorrisos que não seriam dados,
e os desejos que não seriam desejados.
Psicodélica personalidade, em face, de cores,
amores, sabores, hedonismo inimaginável.
O seu prazer, sua carne e a sua alma intrínsecos
inseparáveis.
Em existir, serias tu minha vocação, somente tu,
sem falsas e fáceis ilusões baixas.



Beirut - Elephant Gun

2 comentários:

*Carol Porne* disse...

Olha só, jogaram Dyane Priscila no papel e ela se transformou em versos psicodélicos..rs

Poema perfeito, adorei ma amie..!

Beijos mil...e que venha 2009!

Camilla de Godoi disse...

Dyane Priscila,a musa das poesias!
hahahahaha
Olha só já tem duas,hein!
Linda,muito linda poesia,exprime o que não está na minha porque retrata o que somente nós mesmo s podemos ver!

Beijos!