
No passado estavam,
as palavras,
os sentimentos,
e as pessoas.
Todas estavam,
e ecoavam,
no dia-a-dia,
que certo eu tinha.
Eu era,
quem tinha que ser,
a pessoa criada,
pela vida,
pelas pessoas,
profanas ou benditas.
No passado,
haviam fatos marcados,
demarcados pela rotina.
Eu fui pouco,
e não sabia.
Não era,
não havia,
não falava e
não ouvia.
Proseava e rimava,
incertezas caladas,
pelas certezas que eram me dadas.
Eu era,
quem tinha que ser.
E essa obrigação me consumia,
me dissolvia entre as ruínas,
do que me apresentavam como vida.
E esta eu engolia,
a seco.
Sem uma dose de vinho,
ou quem sabe até mesmo de pinga.
Não esquentava,
não esfriava,
não sentia.
Faziam-me engolir sem sentir,
travando por entre minhas entranhas,
o estranho ser que por costume,
costumei-me a ser.
Acomodei-me,
no vazio de simplesmente existir.
Sem perceber.
Eu era apenas,
quem tinha que ser.
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Eternamente Admirados

Eis os olhos,
de minh'alma.
Vêem o mundo,
e não vêem nada.
Eis a face negra,
escuridão de outrora.
Hoje é luz,
claridade que irradia,
momentânea----
----lépida,
bonita-bonita!
Vejo os olhos de minh'alma,
transpassando,
meu corpo,
meu osso,
meu músculo,
meu dorso.
Já não tenho alma,
tampouco resta a mim,
calma.
Acontecera,
perdera,
sofrera,
o que fizeste a vida de mim,
o que fizeste eu de mim,
não me tive,
não fui,
e já não sou.
Não sei dizer sobre minha escuridão,
não irradio luz e calor e sabor.
Não sei dizer quem sou.
Diga-me por favor.
Se sou luz
ou
escuridão.
Raio,
ou
trovão.
Tempestade que se anuncia,
na terra que é seca,
caatinga.
Corpo sem vida,
vida sem alma.
Sedimentos e
securas,
um espaço,
onde não há nada.
"Hoje apenas escrevi...(desculpem)"
Marcadores: alma, eu, Sedimentos