
Ardendo-
-tremendo em medo.
Querendo.
Á beira de ter um colapso,
lapso,
da imensidão que me perturbava,
reverberava,
entre as paredes.
Meu grito,
cantava o hino,
dos que tecem a solidão,
pedindo esmolas à corações,
canções.
Embalem as dores,
desamores,
desabores.
Refletindo os horrores,
eu temo por minha alma,
por meu coração,
que sofre feito o de um cão,
jogado as ruas,
alvo de olhares,
maldades,
apenas ele e suas pulgas.
-E suas pulgas,
que são seu único bem,
e todo o seu mal.
Coçam-lhe e fazem com que a sua carne seja exposta em aflição,
sou tratado feito um cão,
que dorme solitário,
postes me guiam,
caminhos,
por onde fui, por onde vou.
Estou tremendo,
preciso aquecer meu coração,
As ruínas de uma construção,
chamo de casa,
de lar,
é a minha asa,
a absolvição que me faz menos solitário,
com minhas pulgas e carrapatos,
um velho telhado,
janelas despencando,
um porta sem porta,
por onde entra apenas ar frio,
tempestade,
e desolação.
Sou tratado como um cão.
D y a n e P r i s c i l a
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Eternamente Admirados

Nos passos pela rua, se perde, sem notar, ela vai além de tudo que há, em seu olhar está tudo que deseja, engole almas, as prova sem temer, e as devolve ao mundo, tendo um pouco mais do que é verdadeiro de se viver.
Ela faz do mundo seu picadeiro, um grande parque, um imenso brinquedo, onde ela se diverte com o conscentimento, daquele que a fez existir.Ela está lá e está aqui, espalha seu cheiro, um aroma, intenso, tão forte quanto tudo que ela é capaz de fazer sentir, envolve e seduz, como uma imensa luz que conduz.
Ela sabe o que precisa, ela sabe onde encontrar, ela vê e sente o que ninguém nunca quer mostrar, ela não tem medo algum de encontrar as fragilidades, os mistérios as peculiaridades.
A sua curiosidade é de se notar, ela vê atravéz, mas nem adianta se esconder, ela lhe atraí, e quando for, você vai entender. Ela é de se enlouquecer!