Estou procurando um sorriso, menos forçado, mais livre, mais soltinho. !
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Eternamente Admirados
Marcadores: amor platônico, paixão, São Paulo

Escorrem em mim, entre as dobras e linhas do meu corpo,
sentimentos transformandos em códigos, palavras decifráveis,
mesmo que eu não as entenda.
Cada palavra, tem vida própria, e pulsa como parte de mim,
e toma o branco da folha, da imagem do nada, transformamando...
...cada espaço vazio em um mundo repleto de elementos,
sentimentos.
Escorrem por entre meus dedos, borrando um pedaço do contexto,
as verdades que ninguém conta, as mentiras que todos dizem.
Eu faço apenas a minha parte, deixo-me transmitir o que tiver de ser,
pois quando deslizam pelo meu corpo, tomando, folha, mãos, coração,
não existe controle, eu perco o controle de tudo, e sou apenas um laço,
que liga o tangível com o imaginário, de todos que não conseguem dizer o que sentem,
e todos aqueles que também não sabem, sentir a vida, pulsando, disparada, acontecendo,
frente-a-frente, consigo, com aquele e com tudo isso.
Dentro das palavras, a vida se faz, nasce, acontece e morre.

Palpita coração, batendo desacelerado, pulsando forte, surtando, em tentar reanimar, o inanimado.
Falta paixão, tesão e coragem. A pele sente saudades de arrepiar-se, os olhos, arregalados, supresos, tentando esconder o medo.
O suspiro- inspiro, relaxo. Um lapso de um simples momento.
Eu e a paixão. Eu e o medo. Eu e o tesão.
No momento, só me olho no espelho, e não vejo nada, além de olhos com universos finitos, com pavor e sem brilho.
Eu quero fazer amor comigo, eu preciso, gozar a minha vida, meus sonhos indefinitos, acreditar que posso descobrir o infinito, espontâneo momento, definido, pelas linhas do meu corpo, abrigo, de vida, o oposto do que eu visto, roupas escuras, noturnas, por onde não escapa, fugaz, raio de luz.
Eu quero fazer amor comigo, contentar-me e espalmar minhas mãos, no meu lençol depois de um dia, de uma rotina boa, poder fechar os olhos, e o sorriso revelar, as minhas loucuras cometidas.

Lançava-se no precipicio de amar, e amava com o fervor dos que têm fé e se ajoelham aos pés de Deus.
Ela, se ajoelhava diante do seu amor, e dedicava os seus melhores sorrisos, suas mais intensas lágrimas, e repetia diariamente, a prece, que pedia por si, para que o amor nunca fosse capaz de se matar.
Pois sabias, que um homem sempre é capaz de findar com aquilo que lhe é importante. Buscava nas suas palavras demonstrar quão entregue estava, apenas, amava. E em seus suspiros residia, o preenchimento do vazio que era seu corpo, sedento, com febre de paixão, amor e contentamento.
De joelhos, também entregava-se ao seu desejo, e seu corpo divino, clamava, pelas profanidades, esquecidas e não vividas para dar-lhe o ar necessario, d'uma simples humana, que se julga composta de carne. Desejava involuntariamente, em um espasmo físico beber o bendito líquido, de gosto indefinível, para reviver a plenitude, o encontro perfeito, sedução envolvente, de amor e paixão cega, entrega, prece susurrada aos ouvidos do amor, enquanto existe o encontro de seus corpos e almas, perdidas, no espaço de uma cama vazia, em uma noite nublada e fria.
