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02:45

- - - Benditos


São as construções que destroem tudo, verticalizações vertiginosas do eu em outrora, em estado absoluto. Perseguições mal sucedidas, de um dia que já existiu. A tentativa honrosa de glória, e a derrota obstinada, suada.

Mudos eloquentes, observam a trágica história. Olhares de gatos arregalados, traiçoeiros, sagazes e ferozes.
Esperando pela fração do seu coração que se parte, ao ser devorado em estado covarde. Já nem bate, não pulsa e não impulsiona a fome do vencedor.

Tamanha necessidade, em morte, sem sorte, vagando como um perdedor. O peito ao vento, sinais de desalento, olhar lânguido em lágrimas inoportunas, secando-as em vergonha.

É o caminho que lhe vale, sem valia alguma. A anulação do seu passado que não fora entalhado, escrito na terra de um vale qualquer, desmorona.

Descalço sedento, tremendo em densa solidão. Os observadores silenciam seus olhares, e aplaudem a mais uma desilusão. É a derrota que lhe cabe, é o frio que lhe invade.

És mais um cristão abençoado em imersão, emergindo dos valores apaixonados. Há um Deus que guiará seus passos, mas de seus irmãos, apenas os aplausos, ao descaso com seu coração, que pulsa vivo fora de seu corpo, amargando ingratidão.

03:26

- - -Entre olhares distraídos e famintos



Olhos te olham do chão, suspiram cansados, alguns desses olhares, estão na aurora da vida, inspiram dor e lamentação, desesperança, não sabem o que é um sorriso pleno, pois sentem seus corpos inertes a passagem do tempo, como se fossem nulos para o mundo e para a vida.

Olhos te olham do chão e você não os vê, clamam aflitos, gritam, estão em todos os lugares, onde você permitir perceber, verá, existirá, um alguém, tão vivo quanto você, morrendo muito mais do que se imagina, a cada dia e a cada instante. No seu piscar, no olhar não dado à ele, matou-se uma parte ainda maior do que o resto que ainda existe. E mesmo sem força ele ainda persiste, em existir, para dizer-lhe no olhar que você não vê, que o mundo está em cólera.
( E ainda assim, ele faz mais por você, do que você por qualquer coisa além de si)

Tratados como cães, abandonados por seus irmãos, pedem água, para matar a fome de vida. Sentem sede, mas a fome os alucina, falta pão e sentir fome envergonha e assassina, a alma, o amor e a esperança.

Olhos te olham do chão, como se fossem menores, mas eles não são, somos todos iguais nesta corrente chamada vida, imploramos respostas, além das já conhecidas. E no fim todos terminaremos em um leito de morte, alguns poucos com a sorte de desfrutarem dos céus.

Mas se ainda assim, não for capaz de enxergar tudo que lhe cerca, quem sabe um dia exista resolusão certa, para tudo que você não é capaz de sentir.
Seu coração congela e sua visão turva lhe nega que o mundo, não é para todos apenas sorrir.

Olhos te olham do chão & Olhos maiores te olham dos céus.
Mas seus olhos vislumbram outras direções.








03:52

- - -Feiliael



A sua seriedade calma,
zela por mim.
Transfigura meu eu,
acorda-me do sono,
dos que não sonham,
e vivem em pesadelos redundantes,
que não os fazem mais,
eternamente em uma constante, perdidos.
Agita-me com as tuas asas luminosas.
Coloca meus pés no chão,
mesmo com lodo não me importa,
quero sentir o úmido do descuido.
Mesmo caindo, estarei subindo,
progredindo, indo aos céus,
de mãos dadas contigo.
E se ainda assim for preciso,
grite em meus ouvidos,
tapados, pela rotina madrasta.
Quero seguir, seus amores,
seus brilhos,
suas asas,
até encontrar o céu,
e tornar-me estrela que brilhará,
no olhar de outros, poucos
que procuram uma luz para se guiar

16:15

- - - Apressada prece de amor



Lançava-se no precipicio de amar, e amava com o fervor dos que têm fé e se ajoelham aos pés de Deus.

Ela, se ajoelhava diante do seu amor, e dedicava os seus melhores sorrisos, suas mais intensas lágrimas, e repetia diariamente, a prece, que pedia por si, para que o amor nunca fosse capaz de se matar.

Pois sabias, que um homem sempre é capaz de findar com aquilo que lhe é importante. Buscava nas suas palavras demonstrar quão entregue estava, apenas, amava. E em seus suspiros residia, o preenchimento do vazio que era seu corpo, sedento, com febre de paixão, amor e contentamento.

De joelhos, também entregava-se ao seu desejo, e seu corpo divino, clamava, pelas profanidades, esquecidas e não vividas para dar-lhe o ar necessario, d'uma simples humana, que se julga composta de carne. Desejava involuntariamente, em um espasmo físico beber o bendito líquido, de gosto indefinível, para reviver a plenitude, o encontro perfeito, sedução envolvente, de amor e paixão cega, entrega, prece susurrada aos ouvidos do amor, enquanto existe o encontro de seus corpos e almas, perdidas, no espaço de uma cama vazia, em uma noite nublada e fria.

17:24

Fragmentos perdidos

"Sem perceber você deixou de ser, e não bastando, deixou de viver"

Seus pensamentos,
...
São consumidos pelo tempo.
E os sonhos.
Em que lugar se escondem os sonhos?
Em algum paraíso perdido,
guardado por Deus.
Escondidos para o seu castigo.
...

Sei que tens medo,
de dizer Adeus à todos os seus segredos.
Eles são seu refúgio e abismo.
Neles você,
acredita estar vivendo o que gostaria de viver.
Mas já não vive,
por que não sonha.

E há partes de você,
espalhadas.
...
Desencantadas,
pela sala.


"Sem perceber você deixou de ser, e não bastando, deixou de viver"

15:31

Redenção cristalina



Como cristais,
escorriam pela janela.
Me lembro do que via,
me lembro que cristais eram.

-Eram também,
lágrimas do Deus,
gotas d'água do céu.

Se faziam involuntariamente,
escorriam lentamente,
pela minha janela,
minha porta para o céu.

A visão que eu tinha,
se desfocava,
e eu olhava através dos cristais,
das lágrimas,
d'água.

Era a vida,
a natureza infindável.
Meus sentimentos e,
temores,
pelo vidro me olhavam.

Essas lágrimas do Deus,
me levaram,
até o eu,
que eu,
já não encontrava.

Cristais,
sem brilho.
Cristais líquidos,
preciosidade que evapora.
Levando consigo meus medos de outrora.

05:17

Ao tempo(dezenove anos)

Carla BRUNI - L'excessive

"Sou como jogo, nem sempre fácil. Um longo caminho a desvendar, percorri mais espaços dentro de um curto tempo, fiz-me em amor. Farei-o se inebriar, venha desvende-me. Ouse tentar."

Não necessariamente,
vou crescer,
amadurecer,
e tampouco,
florescer,
como dizes à mim.
Não sei quais seram os meus caminhos,
se estes seram como jardins floridos,
ou como mata selvagem,
fechada,
escura.
Onde ver um passo a frente,
seja uma tarefa arriscada
e difícil de se obter.
Sei tanto sobre mim,
quanto sei sobre você.
Falarei de cada dia,
das aventuras e desventuras,
até mesmo sobre a rotina.
Aprendi a me submeter,
as apostas feitas por ti,
que sorrateiro vêm à mim,
pulsando firme em meu pulso,
ou na parede em que eu me encontro,
quando penso em não pensar.
Eu já não desejo voar,
mas quero sonhar.
Sei tanto sobre mim,
quanto sei sobre você.
Ouso dizer que seus desafios,
é que me fazem,
e me trazem,
a plena sensação de bem estar.
Eu desejo ultrapassar,
as linhas não traçadas,
as palavras não pronunciadas,
as sensações ditas insensatas,
Não me disse que não posso voar.
Melhor eu desejar.
Criarei assas,
feitas de pétalas de rosas,
amores,
e
propostas.
Suas regras não me cabem,
não enlaçam,
não causam,
dores maiores.
Apenas estilhaçam,
o que reconstruo sem cessar.
Desafie-me,
vou lhe provar,
que as vezes mesmo descrente,
eu posso voar!
Irei além das fronteiras,
barreiras,
farei das florestas escuras,
jardins de margaridas,
me farei querida,
tida como,
duquesa,
Princesa.
das esquinas,
onde dia-a-dia,
vou lhe perder
e
me encontrar.

"Sou como jogo, nem sempre fácil. Um longo caminho a desvendar. Percorri muitos espaços, dentro de um curto tempo, fiz-me em amor. O farei se apaixonar, venha desvende-me. Ouse tentar."

Obs: Este poema dedico ao tempo que tenho de vida, ao tempo que passou, mas sobretudo o que ainda passará. Aos meus dezenove anos, que parecem pouco, mas só eu sei o quanto vivi, e o que descobri sem ninguém notar.

Hoje comemoro minha existência, que sinceramente, digo não ser vã. Agradeço por ser quem sou, saber do que sei e estar onde estou. À Deus e aos meus anjos. Obrigada por me guiarem, e permitirem que eu seja, o que precisam de mim.(Amém)


Regarde!
Je suis una femme et una fille.

Félicitation pour moi!

16:49

O retrato da promessa não cumprida


Celine Dion - Pour Que Tu M'aimes Encore


"Há de se fazer promessas, mas todas elas podem desaparecer, por simplesmente não nos lembrarmos de renová-las e nos fazer amar, dia-a-dia.
O amor finda. Quando semeamos e nos esquecemos de regar."



No retrato a despedida,

não feita,

apenas sentida.

Pelos fatos,
que
se sucediam.
Nos dizíamos ADEUS,
julgando ser chagada,
terna,
sem momento de partida.

O cotidiano,
dilacerava nosso peito,

já aberto,

cheio de grandes feridas.

Feitas por ti,

em mim.
Feitas por mim,
em ti.

Eram apenas cacos,
farpas,
trocadas,
jogadas.


Um velho costume,

de estar acostumado,

a não ser o que podíamos,

éramos o que queríamos.


O egoísmo,
consumia-nos.
O egoísmo,

fez-nos desistir.

Esquecermos de ser,
quem prometemos,

diante de Deus.

Você diante de mim,
e eu frente a ti.

Dissemos adeus,
pelas fraquezas,
que ganhamos.
As certezas,

que abandonamos,

junto à DEUS no altar.

O retrato,
é a despedida,
da felicidade,
que outrora,

prometemos compartilhar.

"Há de se fazer promessas, mas todas elas podem desaparecer, por simplesmente não nos lembrarmos de renová-las e nos fazer amar, dia-a-dia.
O amor finda. Quando semeamos e nos esquecemos de regar."