
Será o último trago-
- o penúltimo orgasmo,
o suspiro bem dado.
Não, eu não-
-Não me apaixonarei outra vez.
Talvez eu goste dos acasos.
Da crença no predestinado,
eu levo apenas sementes,
não semeadas e mãos que não foram dadas.
Beijos marcados não me agradam.
Espero olhando pela janela,
sol e lua não se encontram,
a briza, e o tempo os separam.
A penunbra do meu quarto,
desnuda minha alma.
E meu corpo está coberto, acalentado.
Os remorsos me assombram,
temo não ter coragem,
enfrendo desastres diários,
mas não acreditarei em faz-de-conta,
que não conta histórias realizadas.
Estórias melodramáticas,
de princesa sem príncipe se repetem e desfazem,
os castelos juvenis ruínas, se fazem.
Eu não serei princesa de ninguém.
Ouço o vento movimentando as árvores ,
meu sangue bombeando meu coração,
pulsação que marca o tempo,
- para esta bomba explodir.
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Eternamente Admirados

Não há tempo, que esteja a nosso favor.
Tente buscar o sentido, se perdendo no abismo,
que lhe ofereço através de meu olhar.
Me olhe e me abraçe.
Esta pode ser a última vez para estar comigo,
e quero que se lembre do meu mais sincero sorriso.
O tempo corre no sentindo oposto, dos nossos sentidos.
É arriscado, disperdiçarmos qualquer chance,
suas palavras me fizeram sorrir,
e outras me emocionaram,
fazendo lágrimas rolar.
Eu te amo e meu maior pecado,
seria esconder-lhe, e não dizer-te,
as mais belas palavras que aprendi contigo,
amo-te,
e assim sempre será,
o orvalho desta manhã marca o momento,
onde o tempo nos deu mais uma chance,
de recomeçar.
Mas este tempo é traiçoeiro,
e temo, por não saber,
quanto mais irá durar.
Este é o nosso mais bonito tempo,
o dia de hoje,
feito para nos amar.
Cale-se e abraça-me,
sentindo apenas o meu coração pulsar.
Marcadores: amor, amor e beleza, momento, música, tempo
Não necessariamente,
vou crescer,
amadurecer,
e tampouco,
florescer,
como dizes à mim.
Não sei quais seram os meus caminhos,
se estes seram como jardins floridos,
ou como mata selvagem,
fechada,
escura.
Onde ver um passo a frente,
seja uma tarefa arriscada
e difícil de se obter.
Sei tanto sobre mim,
quanto sei sobre você.
Falarei de cada dia,
das aventuras e desventuras,
até mesmo sobre a rotina.
Aprendi a me submeter,
as apostas feitas por ti,
que sorrateiro vêm à mim,
pulsando firme em meu pulso,
ou na parede em que eu me encontro,
quando penso em não pensar.
Eu já não desejo voar,
mas quero sonhar.
Sei tanto sobre mim,
quanto sei sobre você.
Ouso dizer que seus desafios,
é que me fazem,
e me trazem,
a plena sensação de bem estar.
Eu desejo ultrapassar,
as linhas não traçadas,
as palavras não pronunciadas,
as sensações ditas insensatas,
Não me disse que não posso voar.
Melhor eu desejar.
Criarei assas,
feitas de pétalas de rosas,
amores,
e
propostas.
Suas regras não me cabem,
não enlaçam,
não causam,
dores maiores.
Apenas estilhaçam,
o que reconstruo sem cessar.
Desafie-me,
vou lhe provar,
que as vezes mesmo descrente,
eu posso voar!
Irei além das fronteiras,
barreiras,
farei das florestas escuras,
jardins de margaridas,
me farei querida,
tida como,
duquesa,
Princesa.
das esquinas,
onde dia-a-dia,
vou lhe perder
e
me encontrar.
Obs: Este poema dedico ao tempo que tenho de vida, ao tempo que passou, mas sobretudo o que ainda passará. Aos meus dezenove anos, que parecem pouco, mas só eu sei o quanto vivi, e o que descobri sem ninguém notar.
Hoje comemoro minha existência, que sinceramente, digo não ser vã. Agradeço por ser quem sou, saber do que sei e estar onde estou. À Deus e aos meus anjos. Obrigada por me guiarem, e permitirem que eu seja, o que precisam de mim.(Amém)
Regarde!
Je suis una femme et una fille.
Félicitation pour moi!
Marcadores: aniversário, anjos, Deus, Dyane, tempo

Ela já teve um coração,
que no passado,
batia forte e ritmado.
Hoje seu coração é marcado
pelas dobras,
-do tempo,
-do vento,
-da solidão.
Sentiu o tato,
macio,
que a desejava,
com fervor de paixão.
Hoje tens,
-superfície fria
-asperezas.
-calos de certezas.
Havia nela tamanha perdição.
Ela já teve um coração,
que no passado.
batia forte e ritmado,
levado pela valsa da emoção.

Podem haver grandes,
expectativas.
Haverão outras tantas,
vivências nocivas.
Esta é a vida,
eu bem sei.
E você também,
sabe,
que muito se quer,
e por vezes,
pouco se têm.
Eu bem sei,
que sobre tudo,
não saberei.
Os cem anos,
que não viverei.
Me fazem querer,
um pouco daquilo,
e disso também.
Eu bem sei,
que um dia começa,
quando o outro,
termina.
Mas,
o findar da vida,
me parece poesia.
Os cem anos,
que passarei,
mesmo que viva,
dez,
cinqüenta,
talvez...
...Eu bem sei,
que as estrelas,
brilham para mim.
E as nuvens,
são feitas de algodão,sim!
Se dissipam,
e fazem gotas,
que trazem a nós,
inspiração.
E no meu sempre,
cotidianamente,
faço de um dia,
comum,
valor,
para os cem anos,
que não sei,
se viverei.
Eu bem sei,
que preciso ser assim,
um pouco mais,
dono de mim.
O tempo,
corre,
e escorre,
por entre minhas mãos.
Que cedo ou tarde,
gélidas, se tornarão.
Sou escravo do tempo,
mas nele não penso,
os cem anos,
viverei,
a cada dia,
meu despertar,
e o calar do tempo,
que lento passará,
para que eu possa,
me deslumbrar,
fazendo de pouco,
um centenário,
perfeito.
Sem tempo,
e de grande intento.
Onde memórias,
hão de ficar.
Os cem anos,
vividos,
em um piscar,
intenso, de maneira,
que só conhece,
aquele,
que em vida,
só,
fez amar.
"Consagremos, a importância de séculos, por entre nossos dias, sejam eles, quantos forem, façamos, de cada um, único. E sejamos, para as nossas vidas, o mar de vivências e experiências, que devemos ser, sem tempo. Que cada um faça seus cem anos, no seu tempo. O tempo que tiver que ser"
