
Pensando bem:
Tá faltando a graça e as palhaçadas que nos façam rir.
Tou contando desgraças, me emprestas uns dedos aí?
Nessa vida de mordaças, sou sadomasoquista por imposição!
Entre trapos e agrados,
na linha interminada, facetas montadas, é a minha opção.
Quero o seu riso mais intenso, seus olhos os mais atentos.
Existe uma nova constituição, constituída em descaso e embaraços sociais.
Na sarjeta glamurosa, seu brilho vencido ofusca a verdadeira visão.
De salto nas esquinas, despido no inverno, em frente ao restaurante passando fome;
não come, não desfila, não veste os panos da moda.
"Senhora me dá um trocado?"
Não, ela só tem notas de cem!
Vamos seguindo em nossos blindados, ignorando e ignorável, fingindo que está tudo bem!
Enquanto pagamos pela nossa felicidade, tendo a sorte dos que não tem,
criamos monstros invisíveis, que ao fundo do que não sabemos,
são crianças com anseios, e sonhos pequenos, e o simples desejo de uma vida verdadeiramente feliz.
D y a n e P r i s c i l a
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Eternamente Admirados
Marcadores: desamor, esquecimento, ser-humano, sofrimento, vida

Ele está perdendo o fôlego, deixando o jogo o vencer e o medo o levar para o abismo. Terrível são os seus anseios, e ele já não pensa em mais nada além, os dias são curtos e as noites longas em devaneios, prazeres imensuráveis e notavelmente consumíveis horas aflitas em prazer que se finda, ao amanhecer.
Desperta para o nada, e se cala. Levanta-se e veste, suas vestes de rei.
Quem é esse homem que se levanta ao lado daquela moça bonita, de cabelos loiros, pele aveludada, olhar de príncesa amorosa, amedrontada. Ele nada lhe fala, apenas a observa, com pressa, desprezo e uma certa agonia que grita, desbravando a mudez que afligi todos os olhares que não os vêem.
E seu dia começa enfim.Vestido para governar sua vida desgovernada, falhas, lacunas disfarçadas.Não diz adeus, ou sequer qualquer palavra, joga cédulas de cem, na cama bagunçada, consome de forma saborosa seu pecado em existir. Calado, silencioso e certeiro, sabe o roteiro do seu dia, como uma máquina pré-determinada, programada a fazer o que tem que ser feito.
Ele a deixa jogada como uma companheira de noitada, paga, sem pedir!
Da porta que por ele foi fechada,dela escorrem lágrimas de sonhos frustados, que construíu, brincando de ser um príncipe encantado, mas ele é um rei devoto do diabo, despota, agressivo e safado, sem crenças e sem sonhos. Seu cavalo é negro, e carrega consigo apenas os medos, de homem que já foi deixado, agora vinga-se do amor, deixando marcas de desprezo, conquista todas as noites mais uma vítima, alimenta-a, com falsos sonhos, e a mata ao amanhecer, consumindo não só seu corpo, mas sua alma. Levando dela a dignidade, e o desejo de fazer o amor existir.

Ainda que houvessem mentiras,
nada esconderia, o que há dentro de mim.
Existem incertezas já conhecidas,
e você passando pelo caminho de espinhos,
onde a sua flor, está guardada para o fim deste caminho.
Mas não sei se você resistirá,
não existem mais mentiras que eu possa lhe contar,
para disfarçar o sangue que escorre pelas feridas abertas.
O que te move é o aroma, das flores.
O campo florido que você sonhou desde o princípio.
E eu o vejo trilhando sem forças,
apoiado na esperança, de ter sempre esperança,
como se não tê-la fosse um pecado imperdoável.
E talvez seja.
Eu apenas secarei as suas lágrimas,
que escorrem como se fossem seu suor,
e sei que são a demonstração do seu degaste,
cansado. Chora.
E amanhã poderia ser um novo e melhor dia,
mas eu,
já não lhe contarei esta mentira.
Marcadores: amor, caminho, companheirismo, destino, força, sofrimento, verdade, vida
Sarah McLachlan - I Will Remember You
cala-nos diante do que sentimos, e nos prende no futuro de frio e solidão."
Eu lhe neguei,
e a cada não,
meu peito,
dizia sim à solidão.
Aceitava o medo
ignorava meu desejo.
Sentia o ardor,
queimando meu coração.
Em meu corpo,
tudo era nada.
Tremor e frio,
deserto e aflição.
Queria-te,
te-queria.
Amava-te,
olhava-te.
Não o tinha,
guardava meus sonhos,
para dizer-lhe,
sobre o amor,
que vivo estava,
pulsando.
Trago comigo,
as memórias
Do amor não dito,
e a pessoa perdida.
O sonho concreto,
pura desilusão.
"O medo de sofrer, não nos deixa amar,
cala-nos diante do que sentimos, e nos prende no futuro de frio e solidão."
Marcadores: amor, desilusão, medos, mulher, sofrimento