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Eternamente Admirados
Marcadores: filho. desejos, frustração, mentiras, mulheres sonhos, verdade, vontades

Espalme suas mãos no lençol, os arranhe e os segure com a força irreal do prazer silêncioso. Sinta seu cheiro em meu pescoço, aqueça meu corpo com o calor que esvai por entre suas pernas, no sentido oposto ao que adentro lhe invadindo por inteiro, sem medo.
Seus mistérios de gata selvagem se diminuem e se confundem com a malandragem de uma mulher muito vivida. Adoro você nos atos mais impensados da vida. Seu impulso neutro, translucido, querendo sempre mais de mim, querendo sempre a minha força, as minhas mãos com tamanha vontade de poder manipula-la como meu fantoche, neste ato, eu sou o seu senhor.
Vou te querendo de forma louca insensata, te marcando com minhas patas, sou seu animal acalentado por te ter, sou seu homem durante todo o seu viver. Sou tudo que queres, e com o olhar me pede "Quero mais de você".
Darei a você o melhor presente, espamos físico imuculado, sua morte momentânea, transcendência do seu sentir, se sentir como uma verdadeira mulher, em chamas, perfeita, absoluta, sem segredos ou dramas, você se querendo e se tendo, me querendo e recebendo, o melhor que posso lhe dar. Te completo e me complete senhora das horas, pois elas param para te ver mergulhar neste mar de prazer que se forma, no encontra absoluto entre eu e você.
Marcadores: amor, filho. desejos, homem, mulher, prazeres, sentimentos, verdades

No fundo da alma, confesso existir, contentação. Inesperadamente sorriu descontente, olho em volta, há liberdade. Mas eu a chamo de vazio, quero percorrer os campos floridos de primavera, entre rosas, jasmins, violetas e margaridas. Sentir o aroma de vida, sendo penetrado em meu corpo, em meus poros,e as horas já não faram sentido, quero dia sendo noite e noite sendo dia, sair caminhando, e levando aos moribundos andarilhos, viventes, perdidos, o cheiro de vida que encanta e fascina.
Existe algo além daquela grande construção cinza. Existe vida, dentro, ao redor, em baixo e em cima.Mas após, o horizonte irradia, púrpura da tarde que finda, não é fim, é ínicio, principio de qualquer coisa que se queira, sonhe viajar, pois no mundo não existem fronteiras, o seu pensamento eleva, dores amores e quimeras. O aroma que despejo no mundo, alimenta, esses atos profundos de viver, sem acreditar estar preso em um furação monstruoso, que engolirá a todos no final.
Olhando para as minhas mãos, vejo linhas de acontecimentos, perdidos no tempo, que não existe para mim, veias correndo sangue, líquido vermelho, apaixonado por existir, quero minhas garras, ensanguentadas, vermelhas, por buscar o que quero, o que preciso sem desistir. Atingir, o ponto máximo da existência, alimentar o meu corpo e minha alma, exterminar minhas dores, medos, horrores e sentir então, a evolução chegar a mim, enfim.

É branco e não preto,
o mundo que vejo.
Sinto cheiro de flores rosas,
mas não vejo as suas cores,
e nem as cores opostas.
Eu sinto o seu corpo,
ardendo em desejo.
E minhas mãos cortornam,
seus lábios, gélidos.
Sinto a sua respiração,
ofegante, e você na constante,
vontade delirante de ter mais de mim.
Eu não posso te ver, mas posso te sentir.
E sinto seu corpo, dentro de mim.
E sua beleza me toca,
me cala.
E eu susurro sem forças,
o que jamais havia visto.
És você um homem lindo.
Que têm o mesmo cheiro.
de flor rosa,
mas com tons opostos,
ao mundo que para mim,
costumava existir.

A verdade, é que por todo este tempo, todas as frases, se restringiram a serem mentiras. Minhas maiores farsas, cobiçadas. Esperadas, para serem entendidas e criticadas.
Todo este tempo dentro de mim o anseio de quando eu me livraria da prisão que estava sendo a minha vida. Quem diria, eu me prendi dentro do imenso mundo que criei, desde pequena, quando pouco sobre tudo, eu sabia. A vida me era nada, e talvez assim fosse melhor, se continuasse sendo, e eu continuaria vivendo, rompendo as barreiras e as esquecendo, sem dores, mágoas e vagas lembranças do que eu vivia, apenas o presente me bastaria, e meus sonhos. Eles me alimentariam.
Eu jurei por você que contaria, as mais belas histórias de amor e de vida, e quando as pessoas me perguntassem sobre a minha vida, eu as diria: Que escrevia com a felicidade de cada dia!
Lembro-me como se fosse hoje pela manhã, eu olhando para você e lhe prometendo o que hoje vejo que jamais cumpri, ou sequer cumprirei, a vida está sendo carrasca comigo, tenho dores, desamores e as histórias que conto, aos olhos do mundo, parecem bonitas, dramáticas, intensas, lições de vida, de alguém que jamais aceitou as pedras que existem em seu próprio caminho, e as rasteiras que a vida lhe deu.
Narro histórias, de problemas que não são meus, e talvez isso, eu faça para lembrar-me de que não sou a única esquecida por Deus.
Agradecia o meu dom de escrever, e hoje acredito que ele seja pura sina. É o meu castigo.
Sou uma mentirosa, escritora, mal filha e suícida.
Uma hipocrita bem sucedida, que sonhou desde pequena, ser como os grandes e eternos escritores, como Cecícilia. Como Clarice, e Berenice, não a conhece? É a faxineira da minha casa que em vida escreveu uma história bem mais bonita que a minha, repleta de verdades, aprendizados, e força para lidar com a batalha dura do cotidiano simples.
Desde pequena desejei ser feita sobre palavras e escrita, e hoje escrevo minha despedida, sem palavras rebuscadas, esquecendo a vaidade e transbordando verdades que eu mesma escondia.
Há razão em todo o meu sofrimento calado, meu pranto guardado, e os livros queimados, todos os que eu escrevi, estão guardados em cinzas , confesso. Eu não suportava ler as minhas mentiras, fantasiava feito uma criança, e quando abria os olhos via dilacerado o meu mundo, e eu vivia em um espaço sublime e absoluto, em preto-branco, vírgulas, pontos e linhas. Essa era a minha única vida. Criar farsas e chamá-las de minhas, meus sonhos, meus medos, que assim que terminava um página redigida, findavam.
Mas minha dor jamais deixará de ser minha, esta sim, compartilharei com a solidão a qual me condenei.
A dor de não ter desejado ter outra vida, a minha diversão se tornou profissão, me condenaram como uma máquina que jamais pára, não olhava para o mundo, e ele nem me via. Fiz dinheiro, fiz histórias, fiz planos. Mas não tive vida.
Hoje me despeço, é o fim.
Vida e Obra,
resumindo-se ao desejo de tomar essa taça de veneno, e acabar com tantas publicações em mentiras.
Eu queria ter cumprido minha maior promessa, minha grande divida.
Não encontrei a felicidade, tampouco o amor e nem paixões repentinas, e por isso...
...hoje sou apenas, uma desertora da vida.
Marcadores: amor, filho. desejos, impossibilidades, mãe, obra, tristeza, vida
